sábado, 19 de julho de 2008

É o fim da linha 2!


A imagem vale mais que mil palavras.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

É o fim da linha!


Se até o o nosso Governador Sérgio Cabral disse: -'Que cidade é essa?', chego a conclusão que chegamos ao fim da linha, ou quem sabe ao fundo do poço.
Após a declaração, governador promete aumento de salário para policiais. Acho que já vi este filme e já ouvi este tipo de promessa antes. Enfim, segue a reportagem:

Para demonstrar indignação com o assassinato brutal dos dois policiais militares na Lagoa, o governador Sérgio Cabral, durante cerimônia de entrega de 97 novos carros para a PM, recorreu a uma frase forte: “Não podemos nos acostumar a isso. Vocês não podem se acostumar a isso. Que cidade é essa em que inocentes morrem e policiais são metralhados? Que cidade é essa? Essa é a cidade que nós queremos?”, perguntou.

As respostas, no entanto, também estão com o governador. E não são novidade: Cabral afirmou que a política de enfrentamento do estado vai continuar e, a partir de agora, com o reforço de oficiais da PM, aos quais o governador pediu para trocarem os gabinetes pelas ruas.

Como prometido, parte da política de segurança foi mantida no evento: o comandante da PM, coronel Gilson Pitta, como tem feito desde que assumiu o comando, saiu sem dar declarações.

Cabral, de quem a população espera respostas, fez mais perguntas. “É normal ter na Cruzada São Sebastião homem de fuzil reagindo a um policial civil, atirando enlouquecidamente? É normal ter em todas as comunidades carentes, ou em quase todas, a presença do crime, seja milícia, seja traficantes? Porque houve quem achasse que a milícia era solução”, criticou.

O governador disse lamentar pelas vítimas inocentes desse “processo cruel”, mas reiterou que a criminalidade será combatida com rigor e prometeu reajuste para a Polícia Militar até o fim do ano.

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, irritou-se quando sobre a morte de inocentes por policiais. “Ninguém autoriza ninguém a matar. O que provocou esses episódios foram bandidos, criminosos acostumados há décadas a usarem armas. Ninguém está dando carta branca para matar”, disse

Para o governador, os recentes episódios de violência que deixaram vítimas inocentes aconteceram porque os bandidos estão mais ousados. “Eles estão percebendo que o jogo mudou. Nós herdamos uma situação de uma criminalidade em níveis insustentáveis. Não tem recuo na política de combate à criminalidade. Tratar nossos policiais como vilões é algo ruim para a sociedade”, afirmou Cabral.

Ao enumerar as ações positivas de sua gestão, o governador disse que combate a criminalidade também em outras frentes, como geração de emprego, investimento na educação e busca de mais investimentos.

Reportagens de Amanda Pinheiro, Bartolomeu Brito, Celso Oliveira, Christina Nascimento, Francisco Édson Alves, Gustavo de Almeida, Leslie Leitão, Márcia Brasil, Maria Inez Magalhães, Maria Mazzei e Paula Sarapu
Fonte: O Dia Online, dia 18/07/08

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O outro lado da moeda



Falamos ainda pouco da quantidade de fatos recentes envolvendo ações desastrosas da PM que culminaram na morte de civis inocentes nas ruas do Rio de Janeiro.
Se olharmos por um outro prisma veremos que a política dos últimos 20 anos contribuíram de forma decisiva para sucatear o sistema de segurança, bem como desmoralizar a Polícia Militar do RJ. O que temos hoje são policiais mal pagos e pior ainda treinados e preparados que são lançados nas ruas, becos, vielas e morros para enfrentamento direto com a bandidagem armada até os dentes e que não tem nada a perder. O resultado é o que se vê hoje nos noticiários, uma carnificina há tempos anunciada que não poupa a população indefesa e inerte, nem mesmo idosos e crianças.
Com a má remuneração e baixa auto-estima o mau policial se prostitui nas ruas, no trânsito, na boca da favela, em troca de trocados, algumas vezes muito bons trocados, que lhe permitem melhorar seu padrão de vida. Creio que isto não sirva de desculpa, pois todos sabem da remuneração antes de ingressar na polícia.
Desta forma, virou bagunça, o bandido perdeu a noção respeito e ataca a qualquer hora do dia e em qualquer lugar. Abaixo temos a reportagem que comprova a ousadia dos bandidos, que atacam e matam policiais que se tornaram alvos móveis e fixos na cidade maravilhosa.

Sargento e cabo são fuzilados dentro de viatura na Lagoa

O sargento Joel de Almeida Gomes e o cabo Francisco Alves Pereira Junior, do 23º BPM (Leblon), foram fuzilados por volta das 5h40 desta quinta-feira, dentro de uma viatura estacionada na calçada em frente ao prédio número 197 da Rua da Fonte da Saudade, quase esquina com Ladeira do Sacopã, na Lagoa, Zona Sul do Rio.

A execução foi cometida por dois homens que desceram de um Honda New Civic chumbo e dispararam mais de 15 tiros de fuzil. O carro saiu em disparada na direção do Humaitá. Segundo informações de testemunhas, ainda não confirmadas pelo comando da PM, os bancos da viatura estavam reclinados, indicando que Gomes e Alves poderiam estar dormindo na hora. Eles não tiveram tempo de reagir.

Poucos minutos após o crime, cerca de 20 patrulhas do 23º BPM e de outros batalhões da Zona Sul chegaram e os PMs isolaram a área onde estava a viatura 54-3322. Logo que os bombeiros constataram que o sargento e o cabo estavam mortos, todos os vidros do veículo foram cobertos por panos, impedindo que os corpos fossem vistos pela pequena multidão que se formou no local.

Muitos policiais que trabalhavam diretamente com as vítimas ficaram consternados e se abraçaram chorando ao verem os dois colegas assassinados. Segundo um deles, o sargento Gomes estaria irreconhecível por causa da grande quantidade de tiros que levou no rosto. Os corpos foram recolhidos e levados para o IML, no Centro do Rio.


Fonte: O Dia Online (17/07/08)

Onde nós vamos parar?


Em menos de 24 horas tivemos uma avalanche de notícias citando a morte de inocentes em ações policiais. Seja com ou sem troca de tiro o fato é que o despreparo da Polícia Militar fica evidente em todos os casos. É lamentável o estado em que se encontra a corporação e pior ainda o estado de pânico e insegurança que vive a população. Infelizmente não vejo saída a curto prazo, pois Governo e Prefeitura são incompetentes, enquanto o chefe de polícia tem como única reação o pedido de desculpas a cada "nova cagada" da PM. As eleições estão aí, os candidatos são os mesmos de sempre e nós com certeza continuaremos na mesma, ou seja na M--DA!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Desrespeito: Ruas residenciais viram estacionamento


A Ilha do Governador está se tornando um bairro campeão neste quesito. Basta andar por alguns minutos pelas ruas do bairro para constatar que as calçadas estão tomadas por casos. Um tremendo desrespeito ao pedestre e uma ação que coloca em risco a integridade dos mesmos, que têm que se arriscar driblando os carros e transitando pelo asfalto.

Segundo a ouvidoria da Guarda Municipal, o estacionamento irregular é a principal demanda de trânsito e a infração que mais incomoda a população do Rio de Janeiro.

Na foto, a irregularidade foi constatada na Rua Nogueira Acioli, no Jardim Guanabara, onde há inclusive uma cabine da Polícia Militar.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Violência: Em carta, a promotora de justiça Márcia Velasco desabafa: 'Filhos não deviam jamais morrer antes dos pais'


A promotora de Justiça Márcia Velasco quebrou o silêncio e divulgou uma carta para a imprensa que lamenta a morte do jovem Daniel Duque, de 18 anos, morto no último sábado na porta de uma boate da Zona Sul do Rio. Márcia diz que se coloca no lugar das mães que perdem seus filhos e afirma que "Filhos não deveriam jamais morrer antes dos pais".

Acompanhe a carta na íntegra:

"Tenho lido e assistido em silêncio angustiante, nos últimos dias, a incontáveis manifestações de revolta e indignação pela morte do jovem Daniel Duque. Manifestações justas, principalmente quando partem da mãe e do padrasto de um menino que teve sua vida roubada pela violência.

No seu lugar, como mãe de um rapaz tão jovem quanto o filho dela, estaria me esforçando para não gritar de dor. O que pode acontecer de pior a uma mãe do que perder um filho na flor da idade?

Mesmo sofrendo como estou, gostaria de dizer que não estou acostumada a ter momentos de fraqueza. Não posso me dar ao direito de tê-los. Tenho enfrentado, ao longo dos últimos anos, desafios que me foram impostos pela minha profissão, em defesa da sociedade, da população. O exercício da Promotoria de Justiça, nos dias de hoje, de maneira séria e honesta, exige de todos nós sacrifícios que só realizamos com muita determinação e coragem.

É uma luta constante contra o crime, em suas mais variadas manifestações. Uma luta que, no meu caso, transformou uma mulher normal, tímida, sonhadora, feliz, um lindo filho pequeno, numa mulher determinada, implacável, em busca da justiça e da paz que todos nós queremos.

Os caminhos desta luta me levaram a confrontar, como todos já sabem, os mais perigosos e cruéis bandidos do Rio de Janeiro e o maior criminoso da história do país, Fernandinho Beira-Mar. Os desafios apareceram, eu os fui enfrentando, um a um, sem jamais recuar e acho que hoje pago o preço muito alto que esta cruzada me cobrou.

Este bandido voltou a me ameaçar. No último dia 19 de junho recebi nova comunicação de que ele, mais uma vez, disse que não descansará enquanto não me matar.

São anos e anos de uma vida sem paz, uma vida de medo, minha e de meu filho, que cresceu sem poder ser como os garotos de sua idade, brincando, feliz. Sempre cercado de seguranças, Pedro cresceu e hoje me orgulho, e o pai dele também, de termos criado um rapaz com valores rígidos, com caráter, decência e honestidade.

Mas Pedro sempre tentou ter uma vida mais próxima da normalidade, com todas as dificuldades que teve por causa de nossa situação. Fico triste ao ver que tantas pessoas o considerem um privilegiado por estar sempre protegido por um segurança. Na verdade Pedro é um prisioneiro, pela nossa condição de marcados para morrer.

Com estas informações, não quero criar justificativas para nada.

Quero dizer que o sábado 28 de junho foi um dos dias mais tristes da minha vida.

Eu lamento do fundo do coração a morte do jovem Daniel Duque.

Lamento profundamente a violência que se repete nesta cidade como uma rotina sufocante.

Quero justiça, assim como todos. Quero que o policial que disparou a arma, e que nunca, em oito anos, havia usado a sua pistola enquanto prestava segurança para nós, sempre demonstrando autocontrole, seja julgado – e não pré-julgado - com o direito de defesa que se deve dar a todos.

Direito que até o homem que quer nos matar, a mim e meu filho, está recebendo.

Lamento pela violência que acaba se impondo e se traduzindo em nosso meio social, como que incorporadas de forma banal no meio de nossos jovens. É o que costumo chamar da convivência pacífica com a “cultura da ilegalidade”.

Eu sei o que é a angústia de perder o sono esperando o filho voltar da rua. Sei disso porque toda a mãe sabe, como a mãe de Daniel sabia.

Mas sei por um motivo a mais: estamos, meu filho e eu, diretamente ameaçados de morte.

Há oito anos dei a minha paz e a do meu filho em defesa de uma cidade melhor, em que todos nós pudéssemos viver em paz e sem medo.

Há oito anos não tenho vida, rotina, tranqüilidade e paz de espírito.

Há oito anos convivo com o medo.

Medo de ligar o carro e vê-lo explodir.

Medo de ter minha casa invadida por cúmplices do criminoso que ajudei a prender.

Medo de receber a notícia de que meu filho sofreu um atentado.

Filhos não deviam jamais morrer antes dos pais. A morte de um filho contraria a lei natural na qual queremos sempre acreditar. Parece subverter o próprio espírito humano. Não há nada que se diga, portanto, que possa mitigar a dor de Daniela Duque e do seu marido.

Espero apenas que, um dia, eles percebam que toda a história tem mais de um lado. Esta também.

E pretendo fazê-la acreditar que, embora repita, nada que possa dizer neste momento vá atenuar a sua dor de mãe, como Promotora de Justiça, nos dezesseis anos de minha pública carreira, tanto quanto ela tenho apenas um anseio : DE JUSTIÇA. Desejo apenas que a verdade dos fatos venha à tona. E certamente ela virá.


Rio de Janeiro, 01 de julho de 2008.


Márcia Velasco"

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Mutirão assume reformas


Decididos a terminar as obras do Cimento Social, 150 moradores do Morro da Providência, que trabalhavam no projeto, puseram a mão na massa e retomaram as reformas. Em sistema de mutirão, eles limparam, recolheram entulhos e continuaram a refazer telhados e fachadas de 32 residências que ficaram inacabadas.
Quer ler na íntegra?
Acesse http://odia.terra.com.br/rio/htm/mutirao_assume_reformas_181274.asp